A  Moda Das Sereias E A Psicanálise

Um dos poderes positivos da mídia é o de despertar a curiosidade sadia sobre alguns tópicos universais, como por exemplo, a Mitologia das Sereias e ampliar o conhecimento da diversidade.

 

A novela (“paixão” nacional) mais recente traz ao conhecimento do público em geral, mais uma “tribo” moderna: a dos adeptos do Sereismo, ou seja, pessoas que são fascinadas pelo mundo aquático e que exteriorizam esse amor em suas atitudes ecológicas, no uso de acessórios com cores, formas e temáticas de ambientes marinhos e fluviais e, até mesmo, nadam caracterizados como sereias e tritões.

 

Existe certa semelhança com as “tribos” urbanas de “vampiros” (pessoas que apreciam as atividades noturnas, roupas de época, a sensualidade e até organizam campanhas de doação de sangue, que até usam próteses dentárias para melhor se identificar a estas personas…).

 

Seria caso de “fuga” da “realidade” ou um exercício lúdico e criativo de conexão ao seu mundo interior? Cada caso é um caso! Todo generalização é injusta e devemos manter mente e corações abertos para o entendimento.

 

A Psicanálise dos Contos de Fadas é um estudo obrigatório a todo Terapeuta: desenvolve o raciocínio analítico, amplia a capacidade de interpretar os sonhos e de compreender o inconsciente coletivo.

 

Se usar um “filtro” freudiano para estudarmos as sereias, a conotação com  a sexualidade, incesto, castração e figura materna seriam bastante consideradas. Afinal, uma figura que, na porção superior, é humanamente encantadora e sedutora, mas, que em sua região baixa possui um impeditivo ao sexo… abre as possibilidades de interpretação tal qual tal qual ocorreria nos complexos de Édipo/Electra (sim, eu sei que Freud não apreciava essa nomenclatura feminina…).

 

Assim sendo, lidar com nossa porção sereia/tritão seria um chamado para compreendermos e transcendermos esta fase da vida.

 

Se enxergarmos com olhos “junguianos”, o leque de possibilidades interpretativas se amplia ainda mais.

 

Todas a variáveis do Sereismo apontam para a Anima - Yin (o lado feminino de nosso ser): água, sedução, beleza, feminilidade, fluidez…

 

De certa forma, podemos compreender as diversas sagas (nosso mergulho” no inconsciente, a busca pelo autoconhecimento…) em que figuras heróicas (nossa porção Animus - Yang) vão ao salvamento de “donzelas em perigo” (nossa própria “metade” feminina…), enfrentando poderosos e misteriosos seres, dentre os quais as sereias, que aqui seriam também facetas de nosso feminino, não raro “herdadas” das figuras maternas de nossa infância.

 

Outra interpretação plausível para as sereias e tritões seria análoga às dos centauros (Quiron, inclusive…): a conexão entre o transcendental e o material, entre o consciente e o inconsciente, superego e id, aspirações da alma e as do corpo… ou seja, a parte humana (região superior do corpo) e a parte primitiva/animal (a porção peixe…).

 

Claro que, toda esse amplo leque de possibilidades ora aberto é uma forma de “generalização” e, como tal, tendo a falhar quando nos deparamos com os casos, que são sempre individuais e ÚNICOS.

 

Alguns estudiosos consideram que as lendas milenares, de tradição verbal, dizem muito sobre o inconsciente coletivo, enquanto que as histórias mais recentes e de autoria conhecida falam mais sobre o próprio escritor.

 

Em "A Pequena Sereia", de Hans Christian Andersen,  ele retrata a vontade de sofrer a dor e a mutilação (perda da cauda da sereia e sua voz) como condições para casar com um príncipe.

 

Enquanto alguns interpretam como uma metáfora sobre o desenvolvimento sexual feminino, muitos aí projetam os conflitos homossexuais do próprio Andersen, dentro do conceito de Freud do papel da ansiedade de castração no complexo negativo de Édipo.

 

Se assim for, as questões sexuais não resolvidas de Andersen podem ter sido a inspiração da história de "A Pequena Sereia".

 

Um olhar junguiano analisando “A Pequena Sereia" encontraria projeções da busca transcendental de Anderson, onde a sereia é recompensada por seu altruísmo, transmutando a própria morte física e conquistando uma alma imortal entre as filhas do ar.

 

Em suma, não existe uma regra interpretativa que sirva para todos as pessoas,em todos os seus momentos. O livre pensar deste artigo é tão somente um exercício para manter nossa mente interpretativa atenta e o coração receptivo, sem julgamentos.

 

Pontuando que, é claro, CLIENTE é quem busca ESPONTANEAMENTE nossos serviços profissionais e, como tal, pressupõe que espera de nós, uma análise e interação e. JAMAIS nenhuma forma de “julgamento” (nem positivo, nem negativo)...

 

...Para satisfazer aos mais pragmáticos, podemos emprestar um pouco da praticidade sugerindo um repertório básico de questões a ser inseridas no contexto de atendimento de um Cliente que seja adepto do Sereismo:

 

Sente-se feliz?
Necessita de  cada vez mais tempo dedicado a esta prática para se sentir bem e, na impossibilidade de vivenciar o Sereismo, apresenta ansiedade, irritabilidade, insônia e desconforto?
Está negligenciando as demais atividades sociais, profissionais ou de lazer na dedicação ao Sereismo?


 

Em suma, alguns questionamentos (e não “julgamentos”...) convencionais que seriam aplicados em qualquer situação de comportamento, para detectarmos até que ponto é (ou não…) uma “fuga” de algo, e como podemos integrar esta faceta da personalidade.

 

Afinal, é sadio transitarmos entre diversas “personas” (facetas de nossa personalidade…), mas, o que pode se tornar um problema é quando nos “fixamos” ou nos limitamos a tão somente uma: seja a “persona” do “Sereismo”, seja a de “Mãe”, seja a de “Artista”, seja a de… “Terapeuta”!

 

Na abordagem holística, tudo é menos “acaso” e muito mais SINCRONICIDADE!

 

Então, se o Sereismo se transformou na pauta midiática do momento, vamos aproveitar construtivamente e estudar ainda mais sobre o fascinante universo dos Arquétipos, pois, em cada mito, espelhamos um pouco mais de nós mesmos!

 

 

 

Antigos sacerdotes do norte, cogumelos, renas, São Nicolau e até um refrigerante famoso...

Este artigo tece um paralelo entre os costumes dos antigos xamãs siberianos, a elaboração da figura de São Nicolau e como tais histórias mesclaram e chegaram até nossos dias, transformada em "Papai Noel".

Já abordei em outra oportunidade que os atuais Terapeutas Holísticos descendem, em sua forma de terapia, dos antigos xamãs e sacerdotes, sendo que, é claro, adaptando as técnicas às normas da sociedade atual. Por exemplo, séculos atrás, o acesso ao inconsciente, não raro, era obtido via ervas alucinógenas, enquanto que, na Terapia Holística, o mundo onírico é alcançado de forma bem mais saudável, com métodos de relaxamento, associações de idéias, vivências induzidas pelo toque, hipnose, dentre outras opções.

A holografia possibilita armazenar uma quantidade extrema de informações, com riqueza tridimensional.

Aplicando termos atuais sobre conceitos milenares, metaforicamente, podemos dizer que fazemos parte de e que somos um Holograma Universal, onde tudo está intimamente ligado entre si, nada ocorrendo ao acaso.

Microcosmos que somos, nossas energias compõem uma holografia onde toda e qualquer informação psíquica/física se encontra acessível em qualquer parte de nosso ser.

Assim como os cientistas de hoje estudam o macroscópico corpo espelhado no microscópico DNA, os antigos projetavam o TODO de nosso eu, miniaturizado em qualquer região corpórea.

Por meio deste artifício, realizavam avaliações e até mesmo intervenções capazes de refletir no indivíduo por inteiro.

Por exemplos, analisando a iris (Iridologia), a língua (Semiologia da Língua), o pulso (Pulsologia), podemos realizar uma ReflexoLOGIA e obtermos um quadro sintético que espelha o estado geral da pessoa.

Já atuando seja nas mãos (Quiroterapia), ou nos pés (Podalterapia) ou nas orelhas (Auriculoterapia), além da avaliação, simultaneamente aplicamos a TERAPIA em si, via toque, ou agulhas, imãs, cores, dentre uma vasta gama de opções de ReflexoTERAPIAS.

Qualquer parte do corpo pode ser tomada como uma zona reflexa e, por meio dela, ativarmos uma série de recursos psicofísicos.

Neste Artigo, abordaremos a Reflexoterapia Auricular.

 

Chamamos de Auriculoterapia à técnica de análise e tratamento reflexológico por meio de estímulos no pavilhão auricular.

Sua origem data de milênios, tendo sido encontradas pinturas egípcias descrevendo o seu uso.

Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, detalhou seu uso para dores de dente, faciais e ciáticas. analgesia para nevralgias odontológicas, faciais e ciáticas.

Caiu em esquecimento até os meados de 1951, quando o francês Paul F. M. Nogier iniciou suas pesquisas, dando tamanho grau de desenvolvimento à técnica, que passou a ser considerado o “pai da Auriculoterapia”.

Acupunturista e Quiropraxista, ele notou que diversas pessoas que sofriam de dor ciática tiveram seus sofrimentos cessados com cauterizações na orelha feitas pela “leiga” madame Barrin.

Esses resultados empolgaram Nogier, passando ele a observar que na orelha há regiões doloridas espontaneamente ou ao toque, sempre que no corpo também houver dor.

Verificando a ocorrência dessas regiões, culminou por observar que elas pareciam desenhar uma forma fetal invertida no pavilhão auricular.

Com o correr das pesquisas, foi-se mapeando a que zona corporal correspondia cada porção da orelha.

Tendo sido publicadas na década de 50, as suas conclusões iniciais e seus tratamentos por estímulos de agulhas na aurícula, obteve grande repercussão entre os acupunturistas, pois estes já estavam acostumados a esse tipo de instrumento.

Tal sucesso chegou até a China, que rapidamente levantou um mapeamento auricular, inundando a Europa com suas orelhas de plástico e “posters” de “auriculo-acupuntura”.

Tudo isso contribuiu para que se confundisse a Acupuntura com essa “nova” técnica, mas as diferenças são gritantes:

Enquanto para primeira, os pontos existem o tempo todo, quer sirvam para tratamento ou não, na orelha eles não existem, a princípio, só vindo a surgir em correspondência a um desequilíbrio no corpo, facilitando ao máximo o anamnese, tornando praticamente impossível de se errar.

Outro fator de distinção e, provavelmente, a maior descoberta de Paul Nogier, foi a técnica de avaliação pelo pulso, específica para a Auriculoterapia.

Na pulsologia chinesa tomam-se ambos os pulsos simultaneamente e por meio de extrema sensibilidade, distinguem-se informações sobre a condição energética de cada órgão-meridiano.

Já na técnica de Nogier, basta tomar-se um dos pulsos e com uma ponta de metal ou de aparelhagem eletrônica, “passeia-se” por todas as regiões reflexas auriculares e, o­nde houver desequilíbrio, haverá uma alteração no pulso.

Inicialmente, chamou-se R.A.C. (reflexo aurículo cardíaco).

Hoje em dia, se conhece como R.A.N. (reflexo arterial de Nogier) ou V.A.S. (sinal autônomo vascular), mas opto por chamar de Pulsologia de Nogier, em homenagem.

No Brasil, a esmagadora maioria dos que trabalham com a Terapia Auricular desconhece quase que totalmente o trabalho francês.

Quando muito, estão a par do primeiro livro publicado de Nogier, o qual já há muito está desatualizado, com suas “receitinhas” de pontos específicos para cada tipo de tratamento.

Em compensação, os brasileiros desenvolveram uma abordagem somatopsíquica do tratamento auricular, a que denomino Calatonia Auricular, onde o despertar de lembranças e emoções são acionados via Auriculoterapia.

Também é uma iniciativa brasileira, o teste de fitoterápicos pela orelha e, ainda, o uso das freqüências de ressonância para a estética.

Há, ainda o desenvolvimento das teorias da Ressonância Biofotônica ou Biorressonância o­nde os estímulos são realizados por meio de luzes convencionais (não laser) e ritmos, trabalhos estes, nacionais e pioneiros...

Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH - Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística.  contato@shenriquevieirafilho.com.br

Holopuntura é uma nova (re)visão sobre as milenares técnicas da Acupuntura, Auriculoterapia e Reflexoterapia.

A premissa central é que podemos aplicar estímulos em micro-regiões (pontos) e com isso obter reações globais, despertando os próprios recursos naturais de auto-harmonização.

Com a Pulsologia de Nogier (muito prática e de rápido aprendizado) ou analisando a reação do cliente ao toque em pontos-chaves, de pronto obtém-se a avaliação de quais seriam os desequilíbrios e quais as micro-regiões a serem estimuladas.

À disposição, uma vasta gama de opções de estímulos distintos, tais como o toque, imãs, cores, sons e até as famosas agulhas, dentre outras.

O trabalho pode ser realizado tomando-se regiões corpóreas (orelhas, pés, pontos de acupuntura) que atuam como um microcosmo da pessoa atendida, um "espelho" de mão-dupla, que tanto reflete o estado global de harmonia, quanto intervém terapeuticamente, mediante estimulação.

O mapeamento das zonas reflexológicas foi quintessenciado ao máximo, devido ao resgate da milenar abordagem dos Cinco Movimentos Chineses, que traduz o trabalho em uma síntese quase que poética e de fácil compreensão.

A Holopuntura beneficia o Cliente com perceptíveis resultados.

E igualmente privilegia o Terapeuta Holístico que a ela se dedica, graças à eliminação da artificial e desnecessária complexidade que vem sendo impingida atualmente às técnicas, resgatando a simplicidade e naturalidade de suas essências fundamentais.

Prévia da matéria da Revista Luxus abordando a proposta terapêutica e artística de Henrique Vieira Filho.

Veja em tela cheia, clicando aqui:

Todos conhecem a sofrida história pessoal de Vicent Van Gogh.

O que poucos sabem é se sua contribuição, indireta, para a ARTETERAPIA.

Nos locais que lhe foram fonte de inspiração (e até de internação...), hoje florescem aulas de pintura e atendimentos terapêuticos por meio da ARTE.

Recentemente, aproveitando de intervalos entre compromissos, tive o privilégio de espairecer nos mesmos campos e paisagens por onde Van Gogh trilhava.

Foi uma ótima oportunidade de reflexão sobre a importância da ARTE como ferramenta de acesso ao inconsciente.

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